8 ferramentas de gestão estratégica para aprimorar seu negócio em 2023. A Smart Business Lab opera junto de organizações auxiliando-as a alcançar o seu próximo nível de maturidade e performance. Para isso, é necessário inteligência, análise e um vasto conhecimento de estratégia e das mais diversas ferramentas e metodologias que foram desenvolvidas ao longo dos anos em todas as esferas da administração de empresas.
Neste texto, iremos introduzir as 8 ferramentas de gestão estratégica para aprimorar seu negócio em 2023. Todas essas ferramentas são utilizadas pela Smart no desenvolvimento de planejamentos estratégicos e planos de negócios.
Cada uma delas opera em diferentes níveis e perspectivas, mas todas são meios para tangibilizar e trabalhar a estratégia da empresa. Esperamos que você possa identificar a que mais se encaixa no seu negócio e, a partir desse material, começar 2023 atuando com uma visão estratégica ainda mais madura.
Administração por objetivos
Sempre citamos Peter Drucker em nossos projetos empresariais, especialmente sua famosa frase: “A cultura come a estratégia no café da manhã”. Mas o que muitos não sabem é que, além de ser considerado um guru da administração, Drucker também foi responsável por introduzir e popularizar o conceito de administração por objetivos. No ano de 1954 ele lançou um livro chamado de A Prática da Administração, que serve como base para todos que buscam se aprofundar nesse método.
Como podemos ver, esse conceito remonta aos primórdios do século XX, porém, mesmo competindo hoje com métodos mais novos, ainda é muito utilizado dentro das empresas devido a simplicidade do seu conceito. Conforme o nome já adianta, a administração por objetivos, ou APO, é uma metodologia de gestão que busca proporcionar a compreensão clara dos objetivos de uma empresa disseminando-o em toda a organização.
Ao entender corretamente “por que” e “como” as metas poderão ser executadas, a busca por alcançá-las se transforma em algo muito mais factível. A APO, portanto, opera através de planos de ação disseminados entre os diferentes setores da empresa, com uma transparência mínima que permita que haja visibilidade entre todos os setores da empresa. Ou seja, todos são constantemente lembrados e podem acompanhar se estão ou não, agindo e tomando decisões de acordo com seu planejamento estratégico.
Ou seja, já em meados do século passado, as empresas estrategicamente maduras já começavam a definir responsabilidades claras para gestores e colaboradores, ter objetivos para cada setor orientados por um planejamento, mensurar e controlar seus resultados. O modelo da APO é simples e pode ser um bom início para uma empresa que está começando agora a se posicionar estrategicamente.

SWOT ou FOFA
Esse é um método muito popular. Mesmo quem nunca participou de um planejamento estratégico possivelmente já ouviu falar desse conceito, mas, o curioso a respeito da SWOT é que, apesar de conhecida, é utilizada de maneira errada com muito mais frequência que o contrário. Frequentemente, seu potencial de captura de valor não é utilizado até o fim, visto que a atividade de cruzar o SWOT é tão importante quanto identificar cada uma das suas perspectivas.
Mas o que é a SWOT? Esse método nada mais é que uma ferramenta de gestão que serve para fazer o planejamento estratégico de empresas e novos projetos. A sigla SWOT significa: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). Foi popularizada especialmente pelos especialistas do marketing devido a sua simplicidade para avaliar cenários antes de tirar um projeto do papel.
Para utilizar a ferramenta, deve-se observar tanto o ambiente interno (empresa) quanto o ambiente externo (mercado). Através da análise do ambiente interno é possível identificar quais são as forças e fraquezas da organização e, através da análise do ambiente externo, identificar as oportunidades e ameaças existentes no mercado.
Essa é a primeira parte e, apesar de já ser útil ter identificado cada uma das perspectivas, é igualmente importante cruzar a SWOT de maneira que as forças da empresa sejam sabiamente utilizadas para capturar as oportunidades do mercado e neutralizar as ameaças. Da mesma forma, serve como pontapé inicial para desenvolvimento de estratégias para minimizar as fraquezas de maneira que não atrapalhem a captura de oportunidades nem potencialize as ameaças já existentes.
É uma das ferramentas mais utilizadas pela Smart no início do desenvolvimento do planejamento estratégico, mas raramente funciona sozinha, visto que, após a análise, é necessário definir estratégias e colocá-las em ação. Além disso, existem hoje ferramentas que auxiliam a aprimorar a identificação de oportunidades e ameaças externas e, uma delas, é chamada de análise PESTEL.

Análise Pestel
A análise Pestel é frequentemente utilizada em conjunto com a análise SWOT pois é um modelo analítico que facilita o entendimento sobre os fatores externos que podem impactar as operações da sua empresa.
PESTEL é um acrônimo que une as palavras Política (P), Economia (E), Social (S) e Tecnologia (T), Ambiental (A em português, mas em inglês é environment, por isso a utilização da letra E) e Legal (L). A ferramenta separa esses fatores em tópicos e, em um exercício de pesquisa e raciocínio, lista as tendências relacionadas a eles que podem ter algum reflexo no negócio. A ideia parte do entendimento de que fatores externos, como a situação política e econômica do país, causam impactos significativos nas operações da empresa.
A identificação clara de, pelo menos, seis perspectivas externas que podem impactar um negócio, ajuda muito a direcionar a pesquisa de ameaças e oportunidades seja através da utilização de uma matriz SWOT ou não.

Visão baseada em recursos
A análise Pestel é uma metodologia que busca posicionar a empresa frente aos fatores externos enfrentados. Já a visão baseada em recursos busca identificar a vantagem competitiva a partir dos recursos e competências internos da organização.
A visão baseada em recursos parte do pressuposto que a estratégia competitiva depende de recursos raros e valiosos, tais como as marcas, as patentes, as redes de serviços e de distribuição, capital intelectual e recursos humanos. Em todos os casos, os fatores são recursos internos.
Este modelo parte da análise interna da empresa (as forças e fraquezas da matriz SWOT) e adota duas premissas: As firmas, mesmo dentro de uma mesma indústria, são heterogêneas com respeito aos recursos estratégicos que controlam. Esses recursos não são perfeitamente distribuídos entre as firmas, o que faz com que a vantagem competitiva obtida por algumas firmas possa durar muito tempo.
Os recursos de uma firma podem ser classificados em:
Capital físico;
Capital humano;
Capital organizacional;
A utilização destes recursos de forma diferenciada por uma determinada empresa pode fazer com que ela obtenha vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. O modelo VRIO permite identificar esses recursos classificando-os com relação a seu valor, raridade, imitabilidade e organização.

Business Model Canvas
Essa é uma das ferramentas mais utilizadas pela Smart em todas os projetos de gestão estratégica e uma das mais populares do mundo. A ideia foi trazida à tona pela primeira vez em meados dos anos 2000, por Alex Osterwalder, em sua tese de Doutorado.
A aceitação foi imediata e fez grande sucesso. Ciente do resultado de um trabalho de muita pesquisa e estudos, Alex mostrou ao mundo o Business Model Canvas por meio de seu livro Business Model Generation: Inovação em Modelos de Negócios.
A partir de então, o mundo pôde conhecer a metodologia que passou a revolucionar o direcionamento estratégico de novos negócios e projetos. Um dos grandes diferenciais desse método é, justamente, simplificar o plano de negócios de maneira que se obtenha a visão de diversas perspectivas importantes para o projeto de maneira muito clara e em apenas uma página. Por lá, existem 9 campos que precisam ser preenchidos:
- Clientes
- Proposta de valor
- Relacionamento com cliente
- Canais
- Estrutura de receita
- Atividades chave
- Recursos chave
- Parceiros
- Estrutura de custos
Como é possível observar, a lista acima não está na ordem do quadro e existe um motivo para isso. Existe uma maneira correta de preencher o canva embora, a maioria das pessoas, utilizam o mesmo de outras maneiras. No entanto, sempre orientamos a utilizar a ferramenta da forma como foi proposta pelo seu criador: começando pela identificação dos clientes, prosseguindo para o preenchimento das propostas de valor e assim por diante até completar todo o lado direito do quadro. Só então prosseguimos para o lado esquerdo que se refere a toda parte interna da organização.
Outro método importante para utilização do canva e frequentemente esquecido é que, as cores também possuem um propósito e elas variam de acordo com cada cliente. Ou seja, se possuo uma ótica e meus clientes identificados são pessoas com distúrbios oculares e minha proposta de valor para essas pessoas é disponibilizar óculos ao melhor custo-benefício, ambos os cards devem possuir a mesma cor. Se possuo uma proposta de valor que atende a todos os clientes identificados, ela então terá um card com outra cor que será sempre utilizada para quando as situações preenchidas se referirem a todos os clientes.
Seguindo as orientações acima e tendo feito uma pesquisa e um levantamento prévio que oriente todo o negócio com relação ao mercado, rapidamente teremos um plano de negócios simples e conciso. A ferramenta ficou tão popular que hoje já existem mais de dez variações como o canvas pessoal, lean canvas, canvas de inovação, dentre outros.

North Star Metric
A North Star Metric (ou NSM) é um conceito que surgiu no Vale do Silício e se difundiu, devido ao crescimento de algumas das empresas que a utilizaram na construção de sua estratégia e identidade. Ela é a métrica que representa o principal valor que o seu produto ou serviço proporciona aos seus clientes. Portanto, objetivo final da utilização dessa metodologia é direcionar todos os esforços para crescer essa métrica, que é considerada a chave para o impulsionamento e crescimento sustentável em sua base de clientes.
Basicamente consiste em identificar qual é o principal valor que seus clientes enxergam na utilização de seus produtos ou serviços. É o que te diferencia. Seu propósito maior. E assim, toda sua estratégia e todas as suas decisões serão direcionadas por essa “estrela guia”.
É um conceito que parece bem simples, mas muitas empresas encontram muita dificuldade em identificar de fato qual é seu verdadeiro propósito e objetivo final.

Balanced Scorecard
Essa também é uma das metodologias mais utilizadas pela Smart devido a sua abrangência e visão sistêmica de toda a organização. Além disso, o BSC permite medir o progresso de uma empresa em relação às suas metas de longo prazo.
O conceito foi criado por David Norton e Robert Kaplan, dois professores renomados da Universidade de Harvard. O objetivo deles era apresentar um modelo de gestão estratégica que permitisse definir objetivos e medir resultados fugindo do uso tradicional de indicadores financeiros, de mercado ou faturamento visto que, a organização é muito mais do que apenas números.
Em 1992, a partir da publicação do artigo “O Balanced Scorecard: medidas que impulsionam o desempenho”, Norton e Kaplan ganharam reconhecimento tanto no meio acadêmico, quanto no empresarial.
No BSC levamos em conta quatro perspectivas: financeira, mercado e clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. A partir dessas perspectivas, construímos o mapa estratégico que compreende objetivos para cada uma dessas perspectivas. Todas elas orientadas pela visão estratégica a longo prazo da empresa. A partir da construção do mapa estratégico, é possível então definir indicadores e metas para cada um dos objetivos e que deverão ser mensurados periodicamente para garantir que a empresa está caminhando em direção ao seu objetivo estratégico identificado.
Na Smart, comparamos a empresa e o uso do BSC com uma árvore. Os resultados financeiros são como os frutos que são sustentados pela copa e galhos (clientes), tronco (processos internos) e as raízes (aprendizado e crescimento em uma perspectiva dos recursos humanos da organização).

O método dos OKR’s é relativamente novo visto que foi popularizado pela sua ampla utilização pelo Google e outras empresas do Vale do Silício. Ele é um framework de definição e mensuração de metas que foi criado pela Intel, mas rapidamente implantado em diversas empresas, especialmente do setor de tecnologia, devido sua praticidade.
As OKRs (Objectives Key Results) nada mais são que um sistema de metas coletivas e individuais, que convergem para a busca de metas globais de uma organização. Uma OKR é composta por um objetivo qualitativo acompanhado de alguns key-results quantitativos e/ou mensuráveis. A grande diferença deles para outras metodologias de metas e indicadores é que originalmente possuem um ciclo mais curto devido a necessidade de se adaptar ao nível exponencial de mudanças no mundo e no mercado, são transparentes para toda a empresa e flexíveis devido a necessidade de serem alterados rapidamente caso haja uma mudança imprevisível que impacte a organização (podendo ser uma ameaça ou oportunidade).
Na Smart, utilizamos muito o método dos OKR’s especialmente em empresas já maduras ou que já fizeram algum planejamento estratégico anteriormente. Também, temos como prática utilizá-lo em conjunto com alguma outra metodologia como o Balanced Scorecard, buscando assim, extrair o melhor de cada um dos métodos.
