GESTÃO FLEXÍVEL DE PROJETOS

O IMPACTO DA DESCONSTRUÇÃO E PERSONALIZAÇÃO EM UMA DAS ÁREAS MAIS OBJETIVAS DAS COMPANHIAS.

Na última década, houve um crescimento de demanda para itens exclusivos, fruto da automação no escalonamento de produtos e serviços. Segundo estudos desenvolvidos pelo SEBRAE, os clientes estão cada vez mais exigentes e com altas expectativas em obter serviços rápidos, bem feitos e personalizados. Isto, aliado à evolução nos sistemas de busca, que traz a possibilidade de adquirir a qualquer momento um produto ou serviço perfeito para o consumidor, fez com que as empresas repensassem seus modelos na busca por maior eficiência.

Para que as empresas obtenham sucesso e acompanhem as necessidades do mercado consumidor é necessário que elas o entendam. Pensando nisso, áreas extremamente engessadas nas companhias estão se desconstruindo e encontrando novas formas de construir equipes, desenvolver metodologias e entregarem resultados com mais agilidade.

Destas importantes áreas, a de Gerenciamento de Projetos ganha destaque. Desde o desenvolvimento de uma metodologia universal até o estabelecimento de um modelo ágil de gestão, os processos são padronizados. Isto porque, um projeto deve ter prazos, qualidade, recursos e custos bem controlados. Mas, o ideal é que o melhor de ambas as metodologias consiga agrupar todas estas informações que os stakeholders (partes interessadas) dispõem, integrando os diferentes setores da empresa.

Os próprios princípios de Gestão de Projetos ditam que cada negócio deve usar apenas os processos que fazem sentido dentro de uma metodologia e não usar um modelo fechado. Dessa forma, é possível combinar mais de uma base e criar um modelo específico para cada segmento de negócios, para cada robustez, porte e modelo de gestão.

O segredo é a adaptação dos processos e a contratação de um profissional especializado em projetos, que além da técnica, tenha habilidades comportamentais para organizar, acompanhar, formar equipes e tomar decisões. Também é preciso orientação e flexibilidade para que tudo isso tenha equilíbrio e efetividade.

Portanto, as empresas devem considerar um gerente de projetos pela metáfora do juiz. Este profissional precisa ser imparcial e orientado por regras estabelecidas com a aprovação de ambas as partes. Caso sua presença seja muito solicitada, alguma coisa errada está acontecendo e, é também seu papel, alertar os responsáveis pelo jogo.

Usando como exemplo um projeto de consultoria, o “juiz do jogo” precisa estar conectado com o cliente e com a equipe técnica responsável pela execução do projeto. Se uma das partes tiver alguma objeção ou problema (principalmente de natureza técnica), é papel do gerente de projetos acompanhar a resolução do problema, e não resolver de fato. Como dito anteriormente, é preciso que sua presença seja pontual e silenciosa.

Fazendo esta análise, surge a necessidade da adaptação ou flexibilidade no modelo de gestão. Cada jogo tem suas próprias regras e elas precisam fazer sentido para quem está jogando e para quem está acompanhando.

Esta adaptação é vantajosa na perspectiva dos diferentes segmentos e portes de negócio existentes. Não é possível alcançar uma performance de alto nível em gestão de projetos em uma empresa de real estate (construção civil) da mesma forma que em uma empresa de retail (varejo). Assim como não é possível ter as mesmas regras em um jogo de futebol e um jogo de basquete, mesmo que algumas possam ser compartilhadas ou adaptadas. É preciso entender a cultura, os processos e os resultados para propor uma nova estruturação.

Olhando na mesma perspectiva, a integração das áreas precisa continuar sendo objetiva e guiada pela construção da documentação de projetos. São eles os guardiões do método e das regras estabelecidas. Apesar de parecerem burocráticos, são fatores importantes para o sucesso do projeto. Também é preciso escolher as ferramentas e sistemas adequados para cada tipo de empresa. Independente de serem sistemas complexos ou planilhas bem construídas, o destaque é a facilidade de planejamento e horizonte de atividades para os executores do projeto. Não existe receita de bolo para que uma área tão objetiva se desconstrua ou se torne mais flexível. Por isso o acompanhamento de empresas que dominam o assunto faz uma enorme diferença. É preciso uma análise crítica, apoio na escolha do profissional com o perfil adequado e metodologia personalizada para o sucesso na estruturação de Gestão de Projetos nas empresas e seus avanços.

Gestão Financeira: Como dar os primeiros passos?

Independentemente do propósito que um empreendedor afirma ter ao abrir uma empresa, sua finalidade sempre será a obtenção de lucro. E, para que isso aconteça, torna-se necessário controlar sua estrutura e praticar de forma assídua a gestão financeira.

Alguns empreendedores acreditam possuir informações suficientes para tomar decisões apenas com o levantamento dos dados relacionados às entradas e saídas de recursos em sua empresa, quando na verdade, isso representa apenas uma pequena parte do que deve ser administrado e controlado.

Porém, antes que seja possível traçar o caminho extraordinário, torna-se necessário começar pelo que é básico, e neste momento, alguns controles podem ajudar:

  • Contas a pagar: relacione todas as suas contas a pagar – previstas e realizadas – por data de vencimento, assim você terá um cenário de suas obrigações financeiras a pequeno, médio e longo prazo;
  • Contas a receber: relacione todos os seus recebimentos previstos e realizados por data de vencimento, assim você terá um cenário de suas entradas financeiras a pequeno, médio e longo prazo;
  • Conciliação Bancária: realize de forma constante uma comparação entre os controles internos feitos por você e o extrato do banco, para avaliar se o que estava previsto, de fato, aconteceu;

Após ter realizado este levantamento básico de informações, torna-se necessário realizar um cruzamento dos dados, ou seja, avaliar em cada período, se os recebíveis previstos serão suficientes para arcar com as obrigações previstas.

Se o cruzamento indicar que haverá um período onde as obrigações serão superiores aos recebimentos, providências antecipadas poderão ser tomadas, evitando a obtenção de empréstimos, por exemplo. Essa situação muitas vezes pode ser resolvida com uma negociação simples, de forma a postergar alguns pagamentos de fornecedores ou conseguir a antecipação de recebíveis de clientes. Um controle financeiro completo auxilia na tomada de decisão, fazendo com que o empreendedor consiga ter visibilidade das possibilidades de redução de despesas, assim como, das possibilidades de direcionamento de esforço para aumento da receita. Indicadores também podem auxiliar nesse caminho.

Empreendedorismo: A Franquia como uma opção de negócio.

Abrir um negócio pode ser muito mais desafiador do que se imagina. Em um mercado competitivo, o sonho de ser patrão de si mesmo requer muita assertividade e jogo de cintura. Descobrir um modelo de negócios inovador, escolher o nome da marca, qual será o nicho de clientes, o melhor ponto comercial, desenvolver os fornecedores, lidar com a burocracia brasileira e todas as demais decisões que envolvem um negócio, definitivamente não é uma tarefa fácil.

Para aqueles que querem empreender, mas ainda não tem uma ideia inovadora, as franquias de sucesso tornam-se uma boa opção! Empreender no ramo de franquias pode ser mais vantajoso para aqueles que querem abrir seu próprio negócio, especialmente pelo fato de que não é necessário começar tudo do zero. A loja de franquia é um modelo testado, que já oferece a marca, o conceito, a rede de fornecedores, a gestão com treinamento e o plano de expansão.

O mercado de Franquias do Brasil é um dos maiores do mundo e mesmo com o histórico de crises do país, tem apresentado crescimento. Em 2018 o setor cresceu quase 7% quando comparado ao ano anterior, faturando mais de R$170 milhões, e a expectativa para 2019 também é otimista.

O sucesso, entretanto, não é garantido. É preciso que o empreendedor tenha conhecimento do negócio, entenda sobre administração e esteja preparado para os desafios de empreender. Afinal, conforme uma das premissas da Smart, “não há gestão que resolva problema de um empreendedor ruim”.

O que é uma franquia?

Uma franquia nada mais é que um modelo de negócio cuja operação é copiada e transferida para outro ponto comercial, com autorização de quem criou o modelo inicial e detém os direitos da marca.

O modelo é composto por dois atores principais: A Franqueadora e o Franqueado. O primeiro refere-se a empresas já estabelecidas que compartilham seu modelo de negócio com empreendedores que possuem capacidade técnica e financeira e, se identificam com a marca. O segundo são os empreendedores que buscam por um negócio já estruturado e testado para investir seu tempo e capital.

O sistema de franquias não parou de evoluir, com maior foco no relacionamento entre franqueadoras e franqueados e, atualmente, com novos modelos de negócios.

Conforme quadro acima, o boom do mercado de Franquia foi na década de 80, quando muitas empresas começaram a adotar esse modelo de negócios. Na década seguinte, com a chegada da internet e a velocidade da globalização, a profissionalização dos processos aumentou e os franqueados tornaram-se mais exigentes e informados.

Segundo alguns especialistas, o mercado já vive sua 4ª geração, conhecida como a Era do Learning Network, em que além do repasse contínuo e mais ágil do know-how entre os envolvidos, cada vez mais, os franqueados participam ativamente das decisões estratégicas das franqueadoras.

O mercado de Franquias hoje

No terceiro trimestre de 2018, o setor de franquias movimentou R$ 44,7 bilhões, de acordo com dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising). Um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número é cinco vezes maior que a estimativa de aumento do PIB brasileiro para o mesmo período – que é de 1,2%.  Ainda segundo a associação, o número de marcas cresceu 1% em 2018 e o total de unidades em operação no Brasil avançou 5%.

As expectativas para 2019 também estão aquecidas, a ABF estima uma expansão das unidades entre 5% e 6%, e um avanço de 1% no número de redes. O fechamento do primeiro trimestre desse ano já traz bons resultados, tendo o setor apresentado um crescimento nominal de 7%, um ritmo mais intenso que em 2018, quando no mesmo período o crescimento foi de 5,1%.

Em relação ao desempenho das franquias, de acordo com o Perfil das 50 Maiores Franquias do Brasil também divulgado pela ABF, há certa similaridade entre empresas e setores que dominaram o desempenho entre 2017 e 2018, conforme:

A rede O Boticário manteve-se em 1º lugar da lista em um patamar elevado e distante da vice-líder, com uma diferença superior a mil unidades ativas. Analisando o ano de 2018, apesar desse distanciamento em termos de unidades pela Rede, o setor de Beleza, Saúde e Bem-estar está em segundo lugar em termos de unidades por segmento no Brasil, atrás do segmento de Alimentação. Lembrando que essa análise inclui apenas as 50 maiores franquias do ano.

As maiores redes de franquias brasileiras, como as citadas acima, têm investido em novos formatos, como quiosques, unidades móveis e operações home based. E essa é uma tendência que, de acordo com a ABF, permanece em 2019.  “Novos formatos e modelos de negócios, sem perder o DNA da franquia, são alternativas, porque consegue-se entrar em pontos comerciais alternativos, como universidades, estações de trem, de metrô”. Esses formatos podem oferecer menores custos para montar uma franquia. “É um [tipo de] negócio que tem muito para crescer ainda no mercado brasileiro”, afirmou o presidente da ABF, André Friedheim.

Optar por empreender em franquias, é garantia de sucesso?

Mesmo que seja uma opção de negócio potencialmente mais simples do que abrir sua própria marca, decidir entrar no mundo das franquias não dispensa a necessidade de analisar muito bem a maturidade de cada franqueadora e suas propostas.

De acordo com um estudo da Franchise Solutions (2017) com 130 entrevistados que fecharam suas franquias, as principais causas para a mortalidade de negócios franqueados são:

Quando falamos em comércio, há uma decisão que se feita de forma errada, inviabilizará o negócio. O ponto comercial! Deve ser feito um estudo cauteloso do público-alvo, fluxo de passantes, estacionamentos na região, índice de crimes, acesso a transporte público e alguns outros aspectos. Algumas franqueadoras auxiliam o franqueado nessa escolha.

O mau planejamento do negócio faz com que haja a falta de capital de giro para sustentar a operação da empresa. Ao escolher uma franquia, não deixe de fazer o Ponto de Equilíbrio e um Fluxo de Caixa Projetado, para entender a necessidade de capital de giro esperada. A gestão e o acompanhamento dos indicadores financeiros são vitais para a saúde do negócio. (Confira nosso conteúdo sobre indicadores financeiros no link: https://smartie.com.br/a-importancia-dos-indicadores-financeiros/)

 A responsabilidade pela capacitação profissional dos franqueados é da franqueadora. Por isso, antes de escolher por uma franquia, converse com outros franqueados da marca e entenda o grau de maturidade de processos e treinamento oferecidos pela franqueadora.

A concorrência desleal, principalmente durante recessões econômicas, faz com que algumas franquias erroneamente diminuam suas margens de lucro, com o intuito de deixar o preço mais competitivo, e aumentem as condições de parcelamento, comprometendo inclusive seus fluxos de caixa.

E por último, o desconhecimento do mercado e, de novo, a falta de planejamento do negócio, pode fazer com que franquias sofram quedas bruscas de faturamento devido a sazonalidade do mercado.

Não existe receita mágica:

Empreendedorismo é diferente de um trabalho executivo. A rotina no mundo corporativo requer, na maioria das vezes, profissionais especialistas que entendam de uma área específica, como um diretor de operações, que conhece o produto e o mercado. Já na realidade de um empreendedor, há o desafio de aprender sobre todo o negócio e sobre o ambiente e contexto no qual ele está inserido.

É uma mudança de modelo mental, que traz consigo a necessidade de o interessado ter a capacidade de adquirir novas habilidades em sua área de ação. Será necessário se reinventar o tempo todo!

Para conseguir ter sucesso em um negócio próprio, seja ele uma franquia ou um novo modelo de negócios, é necessário ter um bom planejamento, com metas e objetivos a cumprir para evoluir seu ritmo de crescimento. O empreendedor precisa também saber negociar, liderar e ter pulso firme para a tomada de decisões, desde as mais simples na operação, até a possível demissão de funcionários. Outra atitude desejável é a resiliência, para prever e resistir as flutuações bruscas de mudança de mercado. O bom resultado de uma franquia, portanto, não advém do fato de o modelo ter sido testado e já funcionar. O sucesso e crescimento dependem do conhecimento do empreendedor, da escolha certa do tipo de franquia e franqueadora, da especialização dos profissionais e da gestão adequada do negócio. O empreendedor que decidir investir seu capital e tempo nesse tipo de modelo de negócios, pode sim sair em vantagem, mas será apenas o primeiro passo!

Gestão da Inovação para PME

Antes de tudo, é preciso dizer que a inovação não acontece naturalmente, como um processo orgânico. Ela precisa de pessoas, de um caminho e de gestão. Inovação é, geralmente, associada à disrupção. Aquele produto ou serviço lançado que muda a vida das pessoas ou o comportamento do mercado, quebra barreiras. Os exemplos cotidianos são Iphone, Netflix, Uber etc. Então, imagine que você, empreendedor, chegue em uma segunda de manhã na empresa e diga aos seus colaboradores: “vocês precisam ser inovadores”. Eles vão te ignorar e continuar a rotina, pois o que eles veem diariamente sobre inovação parece genial e criativo demais para eles.
Enquanto a disruptiva rompe com o status quo e muda o mundo, outro tipo de inovação, de abrangência local, pode acontecer nas pequenas empresas, seja nos produtos, processos, no marketing e na gestão.

Para inovar nos pequenos negócios, é preciso parar de imaginar que toda inovação precisa transformar o mundo. Não, ela pode ser “apenas” uma ideia para melhorar a realidade local e do seu negócio. Inovação local, é assim que a chamo. O desenvolvimento de inovações disruptivas costuma acontecer após a criação de uma cultura que favoreça às inovações locais. Um exemplo é o Facebook, criado por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, alunos da Universidade de Harvard, com a finalidade de ser um espaço de interação entre os alunos do campus. Para tudo isso acontecer, ela precisa ser gerenciada como um processo. Antes de realizar as etapas da gestão da inovação, o empreendedor precisa executar as 4 atividades abaixo:

1. Definir o objetivo da inovação: é preciso um macro objetivo bem definido para a inovação no negócio, como aumentar as vendas ou ser líder de mercado. Geralmente, esse macro objetivo é apontado pela real necessidade da empresa naquele momento.

2. Definir a quantidade de recursos destinados à inovação: é preciso definir quanto a empresa está disposta a investir do tempo e energia das pessoas para inovar, além de ter um capital destinado às inovações.

3. Definir um responsável pela inovação: nas pequenas empresas, este papel pode ser assumido pelo empreendedor, por um gerente ou atribuído a uma consultoria especializada. O caminho da inovação deve ser executado sob supervisão direta deste responsável.

4. Criar um “caderno da inovação”: será onde todas as ideias geradas no passo 1 (Ideação) serão registradas. Pode ser um documento no Word, uma planilha ou um caderno mesmo. Fique à vontade para escolher a ferramenta mais adequada para você.

Feito isso, inicia-se a gestão da inovação, que pode ser dividida em 4 etapas: Ideação, Seleção, Teste /Implantação e Avaliação dos resultados. Confira abaixo sobre cada uma delas.

PASSO 1 – IDEAÇÃO – BUSQUE OPORTUNIDADES DE INOVAÇÃO

Antes de inovar é preciso olhar para o ambiente e idear. Mas, como ter ideias? Confira algumas dicas para estimular a geração de oportunidades de inovação. Todas de ideias geradas nesses passos devem ser anotadas no “caderno de inovação”.

Estimule a criatividade: criatividade é a capacidade de gerar ideias, inventar e criar soluções. Para ter uma equipe criativa, é preciso criar um ambiente favorável. Desenvolva um espaço para que os colaboradores registrem ideias e crie sistemas democráticos de escolha das melhores. Promova encontros em ambientes diferentes e descontraídos. Use técnicas para geração de ideias, como o brainstorming ou o design sprint. Permita que os colaboradores dediquem tempo aos projetos diferentes. Estimule a busca de soluções diferentes para problemas por meio de concursos. Tudo isso influencia no processo criativo e são alguns exemplos. Clique aqui e veja 16 formas de estimular a criatividade. Mas, incitar a geração de ideias não é suficiente, é preciso recompensar as melhores. Para isso, crie sistemas de reconhecimento.

Olhe para o seu negócio: para identificar oportunidades de inovar é preciso olhar para dentro e para fora. Para ter essa visão, você pode usar a análise SWOT, que contempla pontos internos, como forças e fraquezas, e externos, como oportunidades e ameaças. O Design Thinking é uma metodologia que vem ganhando espaço, vale aprender sobre ele clicando aqui. Estas ferramentas ajudam a ver oportunidades de inovação.

Saia do operacional: nos pequenos negócios, o empreendedor é o famoso “bombril”: vendedor, caixa, gestor, estoquista etc. tente não ser esse empresário que acumula funções e fica preso à rotina. Para inovar, é preciso “pensar fora da caixa”, aqui surge um dos paradigmas da inovação. A empresa precisa ter eficiência operacional, economizar tempo e recursos. Porém, para inovar é preciso gastar os recursos.

Então, por que inovar se eu preciso ser eficiente? Lembre-se que, ao não inovar, o negócio perde a capacidade de se adaptar. Você não quer que sua empresa seja um dinossauro, né? Não é à toa que inovação é um dos principais fatores associados ao sucesso e não foi à toa que os dinossauros foram extintos, então “ou você inova ou você morre”. Pois bem, o que fazer para pensar fora da caixa? Você pode tirar uma manhã para ficar ocioso e pensar o negócio, visitar empresas concorrentes, participar de grupos de empresários, pesquisar melhores práticas (fazer benchmarking) ou até caminhar em um lugar que te inspire. O importante é, tire esse momento para refletir, e mais nada.

Comunique-se abertamente com seus clientes: ouça-os, seja por meio das redes sociais, de conversas informais ou pesquisa de satisfação. Agradeça sempre pelos feedbacks. Eles podem apontar melhorias no atendimento, a necessidade de um novo produto ou a insatisfação com relação à qualidade, possíveis inovações. Inclusive, muitas empresas vão além e envolvem clientes no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Eles sempre têm muito a dizer.

Converse com sua equipe: sua equipe está na linha de frente. Ouça todos os colaboradores, do chão de fábrica aos estratégicos, sem preconceitos. Cada um pode contribuir com ideias e soluções de acordo com o que veem diariamente na sua rotina de trabalho. Crie o hábito de fazer encontros e tenha postura aberta para ouvi-los. Não julgue as ideias recebidas e tome cuidado com expressões faciais de desprezo ou ironia, isso pode desmotivar a conversa.

Participe de eventos e feiras: estes episódios são fontes de muitas ideias para inovar. Além de mostrar as tendências e novas tecnologias, eles podem gerar networking e troca de informações sobre o que tem funcionado para o setor. Que tal definir uma agenda anual de participação em eventos e feiras?

Pesquise: a Internet é uma fonte excepcional de ideias, rápida e barata. Tire um tempo para ler as tendências do negócio, analisar as redes sociais dos concorrentes e buscar referências no seu setor. A inovação aberta preza pela busca externa de conhecimentos para serem aproveitados internamente e é um conceito aplicável nos pequenos negócios.

PASSO 2 – SELEÇÃO – ESCOLHA DAS IDEIAS/OPORTUNIDADES QUE PODEM SER INOVAÇÕES.

Depois de idear e fazer o registro no seu caderno (PASSO 1), você deve selecionar as ideias para implantação e teste (PASSO 2). Esta fase funciona como um funil de critérios. Cada empresa deve definir as etapas do seu funil, pois eles mudam conforme a quantidade de recursos destinados à inovação. Estes critérios geralmente são excludentes. Então, se uma ideia atende ao primeiro critério, você transfere ela para análise do critério seguinte e assim sucessivamente, até o final do funil. Você pode analisar cada uma das ideias conforme a sequência abaixo, que é um exemplo.

1. A ideia deve estar relacionada ao objetivo da inovação: faça um descarte, mesmo que temporário, das ideias que não estão relacionadas ao objetivo da inovação, definido lá no início. Por exemplo, se o objetivo é “aumentar as vendas”, as ideias relacionadas ao comercial e marketing merecem maior atenção do que àquelas ligadas à gestão financeira, por exemplo. Escolha as que mais se relacionam com o objetivo e transporte-as para o segundo critério.

2. A ideia deve gerar resultados: Se pergunte qual retorno que a ideia trará? Aumento nas vendas, melhor comunicação da equipe, maior eficiência na produção etc. A ideia só se tornará uma inovação se gerar resultado positivo, se for útil para alguém. Então, não desperdice recursos com o que não tem potencial de resultado. A criação de invenções inúteis acontece o tempo todo (dê um google e veja). Estas, não são inovações. As ideias que tiverem maior potencial de resultado passam para o próximo critério.

3. Aplicabilidade técnica: uma ideia precisa ser viável tecnicamente. Não adianta querer criar o teletransporte de produtos e pessoas. Seria disruptivo e sensacional, mas com a tecnologia atual, isto é impossível. Foque no que é tecnicamente viável para direcionar os esforços. Se uma ideia é inaplicável tecnicamente, descarte-a e passe as demais para o próximo critério do funil.

4. Recursos necessários: inovações podem ser de alto, médio ou baixo investimento. Ao escolher uma ideia você deve pensar no custo de implantação e nos recursos necessários, como equipe, tempo e espaço. Aqui, uma dica é buscar formas de testar estas ideias em um cenário menor. Por exemplo, se for um produto novo, podemos pedir amostras grátis ao fornecedor ou comprar estoque de teste. Se for uma estratégia de marketing, podemos testá-la em um nicho específico de clientes. Além disso, existem programas de subsídios financeiros à inovação, como o SEBRAETEC.

Agora, tem-se as ideias relacionadas ao objetivo da inovação, com potencial de resultados e que são viáveis do ponto de vista técnico e financeiro. Aqui, provavelmente restaram menos de 10% de todas as ideias que você tinha no caderno da inovação. E agora, como vamos definir aquelas que são prioridades? Existe uma ferramenta, chamada GUT (Gravidade, Urgência e Tendência), que pode ser usada para isso. Você precisará definir qual problema principal cada uma dessas ideias resolve e depois usar a ferramenta. Você pode aprender mais sobre ela clicando aqui.

PASSO 3 – TESTE E IMPLANTAÇÃO DAS IDEIAS

Após reunir todas as ideias, (PASSO 1), selecioná-las (PASSO 2), você precisa testá-las e implantá-las (PASSO 3). Para isso, você pode seguir as dicas abaixo:

Faça um plano de inovação: a implantação das ideias precisa ser planejada. Este plano deve ter prazos, responsáveis e custos, como no modelo 5W2H. Dica – faça o plano com a equipe que estará envolvida na execução. Para cada ideia coloque um período para ela ser testada. Para produtos novos, por exemplo, a técnica MVP, usada frequentemente por startups, se aplica bem. Um plano de inovações com 5 a 8 ideias em um período de 6 a 10 meses é ideal. Existem ferramentas para ajudar neste planejamento, como planilhas, quadros compartilhados ou o Trello. Você pode clicar aqui e ver como ele funciona. Use a ferramenta que mais se enquadra ao seu perfil e da sua equipe.

Repasse o plano para a sua equipe: não adianta fazer o plano e não compartilhar. É preciso gerar engajamento e, para isso, você precisa envolver seus colaboradores. Faça uma reunião para repassar os responsáveis por cada ação, os prazos de execução e conversar sobre eventuais problemas que podem surgir na execução. Certifique-se de que sua equipe entendeu o que ficou combinado e que ela entende o objetivo de implantar as ideias.

Acompanhe o andamento das ações: faça encontros periódicos com sua equipe para acompanhar as ações (uma ou duas vezes por mês). Crie quadros compartilhados ou check lists para monitorar o que foi planejado. Você não vai conseguir obter sucesso na implantação das ideias sem acompanhar de perto.

PASSO 4 – ANALISE OS RESULTADOS E APRENDA.

Após e durante a implantação das ideias, é crucial que você tenha indicadores de desempenho, conhecidos como KPI’s. Confira algumas dicas.

Meça resultados: é impossível gerenciar o que não se mede. Por exemplo, ao lançar um novo produto, é preciso definir uma meta e acompanhar as vendas. A meta deve ser SMART (Específica, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal). No plano de ações, um dos passos importantes é definir as métricas, registrá-las e medir os resultados.

Peça feedbacks: você deve ouvir a opinião dos seus clientes internos e externos sobre as ações implantadas. Pesquisas, conversas informais e pós-venda são algumas formas de conversar com os clientes. Ouça o que as pessoas têm a dizer para ajustar o que for preciso.

Tolere os erros: se você quer inovar no seu negócio vai precisar aprender com os erros. Analise o que deu errado na execução de uma ideia e, no próximo plano, tome ações corretivas. Você pode ter usado o canal de divulgação errado para comunicar uma campanha ou você pode ter falhado em comunicar à sua equipe. Aprenda com os erros.

E AGORA?

Após executar os 4 passos da inovação você verá se as ideias se tornaram inovações. Já que, para ser inovação, a ideia precisa gerar resultados. Toda inovação já foi uma ideia, mas nem toda ideia se torna uma inovação. O resultado é o que difere uma da outra. Como você viu, inovar é um processo, pois tem inputs, outputs e retroalimentação. Os resultados e análise dos erros são base para melhorá-lo. Após executar os passos acima, como todo processo, o ciclo da inovação recomeça.

Se tiver dificuldades de fazer sozinho, contate-nos que podemos te ajudar!

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Vamos levar a sério as coisas

Um dia ouvi de um português que a única coisa que o brasileiro leva realmente a sério é o carnaval e copa do mundo. Vindo de um estrangeiro, a frase foi encarada como provocação e fiquei pensando se somos mesmo resumidos a futebol e festa. Verdade que ninguém ganhou mais copas do mundo de futebol do que nós e realmente temos os melhores jogadores ao longo do desenvolvimento do esporte. Independente se você gosta ou não de carnaval é também notório de que somos conhecidos e reconhecidos em todo o mundo pela alta qualidade da nossa festa e pela diversidade das músicas e danças pelas várias regiões do Brasil. No carnaval podemos nos orgulhar da festa da Marques de Sapucaí no Rio de Janeiro ao sambódromo da capital paulista. Dos trios elétricos na Barra Ondina ao frevo em Olinda. Dos bloquinhos de carnaval ao longo de todo o Brasil, hoje em dia especialmente em Beagá. Nesta linha de pensamento temos até um ditado popular que diz que o ano só começa depois do carnaval.

Para aqueles que acreditam nisso, fica a dica: vamos começar o ano levando mesmo a sério as mudanças que precisamos fazer por aqui. Em tempos de polarizações como os de hoje, as discussões quase sempre chegam a rotulações e incompreensão. O que é razoável se formará a partir de discussões mais profundas e não podemos formar opinião apenas lendo manchetes. E não se trata aqui apenas da reforma da previdência, política, macroeconomia ou outro assunto da nação. Nas organizações as coisas se dão da mesma forma. Pouco se gasta na coleta e transformação de dados em informações. As empresas que conseguem passar deste estágio não gastam tempo suficiente analisando criticamente as informações até o ponto delas virarem conhecimento e vantagem competitiva. As manchetes estão para os noticiários assim como os relatórios ou dashboards estão para as companhias. Quando existem, dão notícias alarmantes ou “sem sentido”. Não se gasta tempo estudando para que se tire boas hipóteses e a partir daí criar um entendimento de quais premissas e parâmetros as decisões devem se pautar.

Tivemos no início deste ano algumas tragédias importantes que nos fazem pensar em como precisamos mesmo levar a sério as coisas. A tragédia de Brumadinho, onde ainda temos mais de cem pessoas desaparecidas, não pode ser apenas uma notícia triste onde de um lado a empresa entende que foi um acidente imprevisível e aleatório, e de outro as pessoas sem conhecimento de causa entendendo que a empresa tem que fechar as portas. Precisamos saber verdadeiramente o que aconteceu e os riscos que de fato ainda estamos envoltos. Com tamanha desinformação e ignorância o que presenciaremos é a possível falência de Minas Gerais, seja na mineração, seja no turismo, além de mais vidas perdidas.  

Na mesma linha tivemos a tragédia dos jovens do Flamengo que sensibilizou a todos pela abrupta interrupção de sonhos tão bonitos. Como estão os demais Centros de Treinamento no Brasil? Tivemos também nos últimos dias a perda do jornalista Ricardo Boechat que era um profissional corajoso e muito querido pelos brasileiros. Por que o helicóptero rodou tantas horas de forma irregular?

A lógica por trás dessas tragédias e de outras tantas que aconteceram e estão acontecendo é a mesma. Uma burocracia paralisante junto a um improviso definitivo. Precisamos levar a sério também os motivos e as causas-raiz de cada problema deste. Alguns dessas falhas são estruturais. Precisamos também levar a sério a justiça, as leis, os colaboradores das empresas, os empreendedores que desejam mudar as coisas para o bem, os jovens sonhadores, a dor de cada família.

Para os desavisados, o ano já começou faz tempo. Muita coisa foi feita e parece que muita coisa não foi feita também. Temos quase 20% do ano percorrido e esta matemática é cruel para quem espera. Que ajamos mais pela virada no rumo das coisas por aqui do que pela esperamos pela virada do novo (velho) ano.

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