Gestão Financeira: como entender os números do negócio, realizar o fechamento e interpretar a DRE

Joyce do Carmo

Um dos maiores desafios para os empreendedores atualmente é realizar o gerenciamento do seu negócio. Para isso, é fundamental saber apurar, analisar e interpretar os dados, principalmente os números financeiros, e tomar as melhores decisões. O assunto parece difícil, mas fique tranquilo que vamos tratar sobre isso de forma simples e clara!

Como fazer a Gestão Financeira?

A gestão financeira é constituída por avaliações, análises, decisões e estratégias relacionadas à manutenção, administração de recursos e geração de receita.

Saber como andam as finanças da empresa, quais os seus principais investimentos e o que tem gerado mais despesas são informações primordiais para o bom andamento do negócio.

Com uma gestão financeira correta, entendendo o real significado do que seus números têm apresentado, torna-se possível levar o seu negócio ao sucesso financeiro.

Contabilizar o que entra e o que sai

Saber do dinheiro que entra é muito importante! Além disso, precisamos levar em conta cada centavo que sai.

Então, inicialmente é necessário listar todos os gastos da sua empresa. Estes números incluem a folha de pagamento dos funcionários, os impostos devidos, todas as despesas administrativas – aluguel, água, luz, telefone, manutenções e despesas que podem ocorrer em caráter eventual, não atreladas a operação do negócio.

Após a contabilização correta de todos os gastos, vem a parte mais atrativa: apurar todas as receitas!

DRE: Demonstração do Resultado do Exercício

Entendendo esses números é possível realizar o fechamento de forma correta e visualizar a saúde financeira do seu negócio.

Uma ferramenta contábil que apresenta um resumo do resultado das atividades operacionais e não operacionais da sua empresa em um determinado período é a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).

Esse demonstrativo permitirá a análise dos resultados e a visualização do lucro ou prejuízo realizado nesse período em questão.

A DRE é um demonstrativo que possui uma estrutura lógica de análise por etapas, apresentando o resultado bruto, o resultado operacional e o resultado líquido.

  1. Para início da análise, consideramos que a sua estruturação parte das contas contábeis associadas às receitas operacionais originadas das vendas e/ou serviços. Seguida pelas deduções e abatimentos que consistem em devoluções e descontos concedidos.
  2. Além disso, os impostos incidentes sob faturamento também devem ser subtraídos da receita bruta. O resultado obtido será equivalente ao valor da receita líquida de vendas e/ou serviços.
  3. O próximo passo será reduzir da receita líquida os custos de mercadorias vendidas ou dos serviços prestados para encontrar o lucro bruto. Desse valor, subtrairemos as despesas operacionais incorridas, que englobam as despesas administrativas, comerciais e despesas com pessoal. Ou seja, são todos os custos e despesas de uma empresa necessários para mantê-la em funcionamento. Daí teremos o lucro (ou prejuízo) operacional.
  4. A partir desse resultado, são deduzidos ou acrescentados os resultados não operacionais para então obter o Resultado Líquido do Exercício, que apresentará se o negócio deu lucro ou prejuízo.

Ainda tem dúvidas?

Temos aqui a estruturação da DRE, abrangendo cada etapa mencionada anteriormente:

Receita Bruta

(-) Deduções e abatimentos

(-) Impostos sob faturamento

(=) Receita Líquida

(-) CPV (Custo de produtos vendidos) ou CMV (Custos de mercadorias vendidas)

(=) Lucro Bruto

(-) Despesas com Vendas

(-) Despesas Administrativas

(-) Despesas com Pessoal

(=) Resultado Operacional

(+) Receitas não Operacionais

(-) Despesas não Operacionais

(=) Resultado Antes IRPJ CSLL

(-) IRPJ E CSLL

(=) Resultado Líquido

Regimes de tributação

É importante ressaltar que o regime de tributação da empresa afeta a estrutura do demonstrativo, uma vez que optantes do Simples Nacional e do Lucro Presumido têm seus impostos recolhidos sob o faturamento. Portanto, irá compor a categoria (-) Impostos sob Faturamento.

Já empresas optantes pelo Lucro Real terão parte dos seus impostos incidentes sob o faturamento e o Imposto de Renda e Contribuição Social são apurados a partir do lucro ou prejuízo contábil apurado, dessa forma, haverá o desmembramento dos impostos em duas contas da DRE: (-) Impostos sob Faturamento e (-) IRPJ E CSLL.

O que a sua empresa ganha ao fazer a Gestão Financeira correta?

Acompanhar o seu negócio de perto, compreender seus custos e despesas torna a gestão efetivamente assertiva.

Implantar uma boa gestão financeira na sua empresa vai ajudar a:

  • controlar melhor os seus gastos,
  • enxergar possíveis cenários,
  • tomar decisões mais assertivas,
  • saber o momento certo para investir,
  • melhorar e promover o crescimento do negócio.

E a gestão financeira da sua empresa, como está?

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Desenvolvimento econômico – Smart realiza o 2º encontro do G70 Triângulo e Alto Paranaíba

Diretora de Consultoria da Smart Inteligência Empresarial, Patrícia Schneider, conduziu em parceria com o SEBRAE, na última semana, a 2ª reunião do Encontro do G70, na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (AMVALE), em Uberaba.


O projeto consiste em elaborar um plano de atuação conjunto para os municípios pertencentes às associações AMVALE, AMVARIG (Associação de Municípios do Baixo Vale do Rio Grande) , AMVAP (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba), AMPLA (Associação dos Municípios da Microrregião do Planalto de Araxá) e AMAPAR ( Associação dos Municípios da Microregião Alto Paranaíba), fortalecendo assim a Agência Regional de Desenvolvimento.


Durante o encontro, Patrícia conduziu a reunião que tratou de temas diversos: indústria, agronegócio, turismo, meio ambiente e utilização das águas, energia renovável, logística e transporte, empreendedorismo e inovação, infraestrutura e internacionalização.


O projeto inclui reuniões nas associações, análise dos itens por tema e apresentação de um Plano de Trabalho para atuação da Agência Regional de Desenvolvimento.


Confira a reportagem da Globo Minas sobre o G70 – CLIQUE AQUI

Empreendedorismo: o que você precisa saber para minimizar e lidar com riscos calculados

Por Nayara Braga

Tornar-se empreendedor é mesmo um desafio. Muito se fala sobre o quão difícil é empreender no Brasil e manter um negócio sustentável e rentável por muito tempo. Competências essenciais precisam ser desenvolvidas e o risco associado a se aventurar na abertura de um negócio é significativo. No entanto, existem caminhos para analisar o risco inerente ao negócio.

Está pensando em empreender? Confira as dicas que selecionamos para você!

A Derivação de Risco

Antes de mais nada, é fundamental entender o conceito de derivação de risco. Quando falamos de investimento, seja ele associado ao mercado financeiro ou a empreender, duas características são fundamentais: o retorno e a incerteza.

Definir retorno é simples. Consiste na valorização do capital investido, dentro de determinado tempo. Já a incerteza, deriva da imprecisão quanto ao retorno obtido. Compreendendo esses dois conceitos, o risco nada mais é  que uma medida dessa incerteza.

Mas então, é possível correr risco de forma calculada? A resposta é: sim! O que não é possível é desassociar os termos empreendedorismo e risco. No entanto, existem maneiras de tornar esse risco previsível e calculável.

Como Prever Riscos?

É importante destacar que existem dois tipos de risco:

  1. Risco sistemático: afeta um setor ou até mesmo uma economia como um todo. Por exemplo uma crise política.
  2. Risco específico: está diretamente relacionado ao negócio e pode ser minimizado por meio de estratégias específicas. Ou seja, compreender profundamente as variáveis que afetam o negócio é o primeiro e fundamental passo neste processo.

Para analisar o risco associado aos números do seu negócio, sugere-se a construção de cenários. Isso pode ser feito por meio de projeções, considerando a possibilidade de acontecer um cenário pessimista, moderado ou otimista.

Projetando esses três cenários você, empreendedor, não será surpreendido com as incertezas futuras e terá estratégias previamente definidas para lidar com os impactos de um cenário pessimista, por exemplo.

Em uma perspectiva mais próxima do dia a dia, para cada decisão importante tomada deve-se levar em consideração as possíveis consequências para as diferentes esferas de seu negócio.

Quanto mais cenários forem previstos em conjunto com seus planos de ações, maior será a assertividade e o resultado das decisões tomadas.

O que fazer para reduzir os riscos?

Além de acompanharmos o risco do negócio, podemos obter melhores resultados se tomarmos ações para reduzi-los. Desta forma, você ampliará as chances de sucesso do seu negócio, contribuindo de forma ativa com a sua rentabilidade e longevidade.

Tendo em vista o quão importante é a redução do risco para o sucesso de um negócio, aqui vão algumas dicas que poderão direcionar os empreendedores:

  • Conheça o seu cliente, entenda sua demanda e se certifique que aquilo que você está oferecendo tem valor e resolve o seu problema.
  • Precifique corretamente.
  • Controle seus custos e despesas, mantendo-os sempre dentro das projeções previamente realizadas.
  • Atente-se ao mercado que está em constante transformação.
  • A última e mais estratégica das dicas é: quantifique! Mensure todas as variáveis do seu negócio e tenha esses números em mente, sempre os atualizando. Com isso você evita surpresas e estará no mínimo preparado para os desafios que vier pela frente.

Você já aplica essas estratégias? Deixe um comentário sobre o que você achou e acompanhe a Smart nas redes sociais para mais conteúdos como esse!

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SMART MARCA PRESENÇA NA FEIRA DO EMPREENDEDOR SEBRAE MINAS

A Smart Inteligência Empresarial marcou presença na Feira do Empreendedor do SEBRAE Minas, realizada entre os dias 16 e 19 de outubro, em Belo Horizonte.

O evento é considerado um dos mais importantes sobre empreendedorismo do Estado. Milhares de pessoas visitaram a feira e tiveram a oportunidade de participar de mais de 400 atividades, entre oficinas, mentorias, consultorias e palestras, com foco em:  empreendedorismo, finanças, mercado, abertura de empresas, legislação, inovação, indústria 4.0, vendas, marketing digital e gestão.

COMO FOI A PARTICIPAÇÃO DA SMART

A Smart foi uma das expositoras e levou para o evento a sua expertise em consultoria para gestão integrada, alavancagem de negócios, recrutamento e seleção – Huntier By Smart, e otimização de gestão, com destaque para a solução Smart Serviços Compartilhados – SSC, também conhecido como terceirização financeira, BPO Financeiro ou outsourcing.

Os visitantes do stand ainda foram contemplados com conteúdos exclusivos e ferramentas estratégicas para cálculo do ponto de equilíbrio, ferramentas de gestão e apuração do simples nacional.

O QUE SÃO OS SERVIÇOS COMPARTILHADOS?

A proposta do Smart Serviço Compartilhado é oferecer para os empreendedores o suporte para cuidar dos processos operacionais de gestão financeira e departamento pessoal.

O pacote básico inclui os serviços de contas a pagar, contas a receber, envio contábil, conciliação bancária e relatórios gerenciais. O empreendedor ainda pode incluir módulos, de acordo com a sua necessidade.

Entre as opções disponíveis estão: cobrança, faturamento, folha de pagamento, banco de horas, benefícios, admissão e demissão, power BI, jurídico (parceiros) e contabilidade (parceiros).

Segundo Roque Almeida, CEO e Founder da Smart, a terceirização financeira vem para oferecer aos empreendedores mais agilidade e assertividade para a gestão financeira. “Enquanto cuidamos das questões operacionais com uma equipe qualificada e experiente, o empreendedor pode se concentrar na gestão e no impulsionamento de seu negócio”, enfatiza.

Para saber mais sobre o SSC, acesse o nosso site – CLIQUE AQUI ou entre em contato com os nossos Consultores – contato@smart.com.br

GESTÃO FLEXÍVEL DE PROJETOS

O IMPACTO DA DESCONSTRUÇÃO E PERSONALIZAÇÃO EM UMA DAS ÁREAS MAIS OBJETIVAS DAS COMPANHIAS.

Na última década, houve um crescimento de demanda para itens exclusivos, fruto da automação no escalonamento de produtos e serviços. Segundo estudos desenvolvidos pelo SEBRAE, os clientes estão cada vez mais exigentes e com altas expectativas em obter serviços rápidos, bem feitos e personalizados. Isto, aliado à evolução nos sistemas de busca, que traz a possibilidade de adquirir a qualquer momento um produto ou serviço perfeito para o consumidor, fez com que as empresas repensassem seus modelos na busca por maior eficiência.

Para que as empresas obtenham sucesso e acompanhem as necessidades do mercado consumidor é necessário que elas o entendam. Pensando nisso, áreas extremamente engessadas nas companhias estão se desconstruindo e encontrando novas formas de construir equipes, desenvolver metodologias e entregarem resultados com mais agilidade.

Destas importantes áreas, a de Gerenciamento de Projetos ganha destaque. Desde o desenvolvimento de uma metodologia universal até o estabelecimento de um modelo ágil de gestão, os processos são padronizados. Isto porque, um projeto deve ter prazos, qualidade, recursos e custos bem controlados. Mas, o ideal é que o melhor de ambas as metodologias consiga agrupar todas estas informações que os stakeholders (partes interessadas) dispõem, integrando os diferentes setores da empresa.

Os próprios princípios de Gestão de Projetos ditam que cada negócio deve usar apenas os processos que fazem sentido dentro de uma metodologia e não usar um modelo fechado. Dessa forma, é possível combinar mais de uma base e criar um modelo específico para cada segmento de negócios, para cada robustez, porte e modelo de gestão.

O segredo é a adaptação dos processos e a contratação de um profissional especializado em projetos, que além da técnica, tenha habilidades comportamentais para organizar, acompanhar, formar equipes e tomar decisões. Também é preciso orientação e flexibilidade para que tudo isso tenha equilíbrio e efetividade.

Portanto, as empresas devem considerar um gerente de projetos pela metáfora do juiz. Este profissional precisa ser imparcial e orientado por regras estabelecidas com a aprovação de ambas as partes. Caso sua presença seja muito solicitada, alguma coisa errada está acontecendo e, é também seu papel, alertar os responsáveis pelo jogo.

Usando como exemplo um projeto de consultoria, o “juiz do jogo” precisa estar conectado com o cliente e com a equipe técnica responsável pela execução do projeto. Se uma das partes tiver alguma objeção ou problema (principalmente de natureza técnica), é papel do gerente de projetos acompanhar a resolução do problema, e não resolver de fato. Como dito anteriormente, é preciso que sua presença seja pontual e silenciosa.

Fazendo esta análise, surge a necessidade da adaptação ou flexibilidade no modelo de gestão. Cada jogo tem suas próprias regras e elas precisam fazer sentido para quem está jogando e para quem está acompanhando.

Esta adaptação é vantajosa na perspectiva dos diferentes segmentos e portes de negócio existentes. Não é possível alcançar uma performance de alto nível em gestão de projetos em uma empresa de real estate (construção civil) da mesma forma que em uma empresa de retail (varejo). Assim como não é possível ter as mesmas regras em um jogo de futebol e um jogo de basquete, mesmo que algumas possam ser compartilhadas ou adaptadas. É preciso entender a cultura, os processos e os resultados para propor uma nova estruturação.

Olhando na mesma perspectiva, a integração das áreas precisa continuar sendo objetiva e guiada pela construção da documentação de projetos. São eles os guardiões do método e das regras estabelecidas. Apesar de parecerem burocráticos, são fatores importantes para o sucesso do projeto. Também é preciso escolher as ferramentas e sistemas adequados para cada tipo de empresa. Independente de serem sistemas complexos ou planilhas bem construídas, o destaque é a facilidade de planejamento e horizonte de atividades para os executores do projeto. Não existe receita de bolo para que uma área tão objetiva se desconstrua ou se torne mais flexível. Por isso o acompanhamento de empresas que dominam o assunto faz uma enorme diferença. É preciso uma análise crítica, apoio na escolha do profissional com o perfil adequado e metodologia personalizada para o sucesso na estruturação de Gestão de Projetos nas empresas e seus avanços.