Gestão da Inovação para PME

Antes de tudo, é preciso dizer que a inovação não acontece naturalmente, como um processo orgânico. Ela precisa de pessoas, de um caminho e de gestão. Inovação é, geralmente, associada à disrupção. Aquele produto ou serviço lançado que muda a vida das pessoas ou o comportamento do mercado, quebra barreiras. Os exemplos cotidianos são Iphone, Netflix, Uber etc. Então, imagine que você, empreendedor, chegue em uma segunda de manhã na empresa e diga aos seus colaboradores: “vocês precisam ser inovadores”. Eles vão te ignorar e continuar a rotina, pois o que eles veem diariamente sobre inovação parece genial e criativo demais para eles.
Enquanto a disruptiva rompe com o status quo e muda o mundo, outro tipo de inovação, de abrangência local, pode acontecer nas pequenas empresas, seja nos produtos, processos, no marketing e na gestão.

Para inovar nos pequenos negócios, é preciso parar de imaginar que toda inovação precisa transformar o mundo. Não, ela pode ser “apenas” uma ideia para melhorar a realidade local e do seu negócio. Inovação local, é assim que a chamo. O desenvolvimento de inovações disruptivas costuma acontecer após a criação de uma cultura que favoreça às inovações locais. Um exemplo é o Facebook, criado por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, alunos da Universidade de Harvard, com a finalidade de ser um espaço de interação entre os alunos do campus. Para tudo isso acontecer, ela precisa ser gerenciada como um processo. Antes de realizar as etapas da gestão da inovação, o empreendedor precisa executar as 4 atividades abaixo:

1. Definir o objetivo da inovação: é preciso um macro objetivo bem definido para a inovação no negócio, como aumentar as vendas ou ser líder de mercado. Geralmente, esse macro objetivo é apontado pela real necessidade da empresa naquele momento.

2. Definir a quantidade de recursos destinados à inovação: é preciso definir quanto a empresa está disposta a investir do tempo e energia das pessoas para inovar, além de ter um capital destinado às inovações.

3. Definir um responsável pela inovação: nas pequenas empresas, este papel pode ser assumido pelo empreendedor, por um gerente ou atribuído a uma consultoria especializada. O caminho da inovação deve ser executado sob supervisão direta deste responsável.

4. Criar um “caderno da inovação”: será onde todas as ideias geradas no passo 1 (Ideação) serão registradas. Pode ser um documento no Word, uma planilha ou um caderno mesmo. Fique à vontade para escolher a ferramenta mais adequada para você.

Feito isso, inicia-se a gestão da inovação, que pode ser dividida em 4 etapas: Ideação, Seleção, Teste /Implantação e Avaliação dos resultados. Confira abaixo sobre cada uma delas.

PASSO 1 – IDEAÇÃO – BUSQUE OPORTUNIDADES DE INOVAÇÃO

Antes de inovar é preciso olhar para o ambiente e idear. Mas, como ter ideias? Confira algumas dicas para estimular a geração de oportunidades de inovação. Todas de ideias geradas nesses passos devem ser anotadas no “caderno de inovação”.

Estimule a criatividade: criatividade é a capacidade de gerar ideias, inventar e criar soluções. Para ter uma equipe criativa, é preciso criar um ambiente favorável. Desenvolva um espaço para que os colaboradores registrem ideias e crie sistemas democráticos de escolha das melhores. Promova encontros em ambientes diferentes e descontraídos. Use técnicas para geração de ideias, como o brainstorming ou o design sprint. Permita que os colaboradores dediquem tempo aos projetos diferentes. Estimule a busca de soluções diferentes para problemas por meio de concursos. Tudo isso influencia no processo criativo e são alguns exemplos. Clique aqui e veja 16 formas de estimular a criatividade. Mas, incitar a geração de ideias não é suficiente, é preciso recompensar as melhores. Para isso, crie sistemas de reconhecimento.

Olhe para o seu negócio: para identificar oportunidades de inovar é preciso olhar para dentro e para fora. Para ter essa visão, você pode usar a análise SWOT, que contempla pontos internos, como forças e fraquezas, e externos, como oportunidades e ameaças. O Design Thinking é uma metodologia que vem ganhando espaço, vale aprender sobre ele clicando aqui. Estas ferramentas ajudam a ver oportunidades de inovação.

Saia do operacional: nos pequenos negócios, o empreendedor é o famoso “bombril”: vendedor, caixa, gestor, estoquista etc. tente não ser esse empresário que acumula funções e fica preso à rotina. Para inovar, é preciso “pensar fora da caixa”, aqui surge um dos paradigmas da inovação. A empresa precisa ter eficiência operacional, economizar tempo e recursos. Porém, para inovar é preciso gastar os recursos.

Então, por que inovar se eu preciso ser eficiente? Lembre-se que, ao não inovar, o negócio perde a capacidade de se adaptar. Você não quer que sua empresa seja um dinossauro, né? Não é à toa que inovação é um dos principais fatores associados ao sucesso e não foi à toa que os dinossauros foram extintos, então “ou você inova ou você morre”. Pois bem, o que fazer para pensar fora da caixa? Você pode tirar uma manhã para ficar ocioso e pensar o negócio, visitar empresas concorrentes, participar de grupos de empresários, pesquisar melhores práticas (fazer benchmarking) ou até caminhar em um lugar que te inspire. O importante é, tire esse momento para refletir, e mais nada.

Comunique-se abertamente com seus clientes: ouça-os, seja por meio das redes sociais, de conversas informais ou pesquisa de satisfação. Agradeça sempre pelos feedbacks. Eles podem apontar melhorias no atendimento, a necessidade de um novo produto ou a insatisfação com relação à qualidade, possíveis inovações. Inclusive, muitas empresas vão além e envolvem clientes no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Eles sempre têm muito a dizer.

Converse com sua equipe: sua equipe está na linha de frente. Ouça todos os colaboradores, do chão de fábrica aos estratégicos, sem preconceitos. Cada um pode contribuir com ideias e soluções de acordo com o que veem diariamente na sua rotina de trabalho. Crie o hábito de fazer encontros e tenha postura aberta para ouvi-los. Não julgue as ideias recebidas e tome cuidado com expressões faciais de desprezo ou ironia, isso pode desmotivar a conversa.

Participe de eventos e feiras: estes episódios são fontes de muitas ideias para inovar. Além de mostrar as tendências e novas tecnologias, eles podem gerar networking e troca de informações sobre o que tem funcionado para o setor. Que tal definir uma agenda anual de participação em eventos e feiras?

Pesquise: a Internet é uma fonte excepcional de ideias, rápida e barata. Tire um tempo para ler as tendências do negócio, analisar as redes sociais dos concorrentes e buscar referências no seu setor. A inovação aberta preza pela busca externa de conhecimentos para serem aproveitados internamente e é um conceito aplicável nos pequenos negócios.

PASSO 2 – SELEÇÃO – ESCOLHA DAS IDEIAS/OPORTUNIDADES QUE PODEM SER INOVAÇÕES.

Depois de idear e fazer o registro no seu caderno (PASSO 1), você deve selecionar as ideias para implantação e teste (PASSO 2). Esta fase funciona como um funil de critérios. Cada empresa deve definir as etapas do seu funil, pois eles mudam conforme a quantidade de recursos destinados à inovação. Estes critérios geralmente são excludentes. Então, se uma ideia atende ao primeiro critério, você transfere ela para análise do critério seguinte e assim sucessivamente, até o final do funil. Você pode analisar cada uma das ideias conforme a sequência abaixo, que é um exemplo.

1. A ideia deve estar relacionada ao objetivo da inovação: faça um descarte, mesmo que temporário, das ideias que não estão relacionadas ao objetivo da inovação, definido lá no início. Por exemplo, se o objetivo é “aumentar as vendas”, as ideias relacionadas ao comercial e marketing merecem maior atenção do que àquelas ligadas à gestão financeira, por exemplo. Escolha as que mais se relacionam com o objetivo e transporte-as para o segundo critério.

2. A ideia deve gerar resultados: Se pergunte qual retorno que a ideia trará? Aumento nas vendas, melhor comunicação da equipe, maior eficiência na produção etc. A ideia só se tornará uma inovação se gerar resultado positivo, se for útil para alguém. Então, não desperdice recursos com o que não tem potencial de resultado. A criação de invenções inúteis acontece o tempo todo (dê um google e veja). Estas, não são inovações. As ideias que tiverem maior potencial de resultado passam para o próximo critério.

3. Aplicabilidade técnica: uma ideia precisa ser viável tecnicamente. Não adianta querer criar o teletransporte de produtos e pessoas. Seria disruptivo e sensacional, mas com a tecnologia atual, isto é impossível. Foque no que é tecnicamente viável para direcionar os esforços. Se uma ideia é inaplicável tecnicamente, descarte-a e passe as demais para o próximo critério do funil.

4. Recursos necessários: inovações podem ser de alto, médio ou baixo investimento. Ao escolher uma ideia você deve pensar no custo de implantação e nos recursos necessários, como equipe, tempo e espaço. Aqui, uma dica é buscar formas de testar estas ideias em um cenário menor. Por exemplo, se for um produto novo, podemos pedir amostras grátis ao fornecedor ou comprar estoque de teste. Se for uma estratégia de marketing, podemos testá-la em um nicho específico de clientes. Além disso, existem programas de subsídios financeiros à inovação, como o SEBRAETEC.

Agora, tem-se as ideias relacionadas ao objetivo da inovação, com potencial de resultados e que são viáveis do ponto de vista técnico e financeiro. Aqui, provavelmente restaram menos de 10% de todas as ideias que você tinha no caderno da inovação. E agora, como vamos definir aquelas que são prioridades? Existe uma ferramenta, chamada GUT (Gravidade, Urgência e Tendência), que pode ser usada para isso. Você precisará definir qual problema principal cada uma dessas ideias resolve e depois usar a ferramenta. Você pode aprender mais sobre ela clicando aqui.

PASSO 3 – TESTE E IMPLANTAÇÃO DAS IDEIAS

Após reunir todas as ideias, (PASSO 1), selecioná-las (PASSO 2), você precisa testá-las e implantá-las (PASSO 3). Para isso, você pode seguir as dicas abaixo:

Faça um plano de inovação: a implantação das ideias precisa ser planejada. Este plano deve ter prazos, responsáveis e custos, como no modelo 5W2H. Dica – faça o plano com a equipe que estará envolvida na execução. Para cada ideia coloque um período para ela ser testada. Para produtos novos, por exemplo, a técnica MVP, usada frequentemente por startups, se aplica bem. Um plano de inovações com 5 a 8 ideias em um período de 6 a 10 meses é ideal. Existem ferramentas para ajudar neste planejamento, como planilhas, quadros compartilhados ou o Trello. Você pode clicar aqui e ver como ele funciona. Use a ferramenta que mais se enquadra ao seu perfil e da sua equipe.

Repasse o plano para a sua equipe: não adianta fazer o plano e não compartilhar. É preciso gerar engajamento e, para isso, você precisa envolver seus colaboradores. Faça uma reunião para repassar os responsáveis por cada ação, os prazos de execução e conversar sobre eventuais problemas que podem surgir na execução. Certifique-se de que sua equipe entendeu o que ficou combinado e que ela entende o objetivo de implantar as ideias.

Acompanhe o andamento das ações: faça encontros periódicos com sua equipe para acompanhar as ações (uma ou duas vezes por mês). Crie quadros compartilhados ou check lists para monitorar o que foi planejado. Você não vai conseguir obter sucesso na implantação das ideias sem acompanhar de perto.

PASSO 4 – ANALISE OS RESULTADOS E APRENDA.

Após e durante a implantação das ideias, é crucial que você tenha indicadores de desempenho, conhecidos como KPI’s. Confira algumas dicas.

Meça resultados: é impossível gerenciar o que não se mede. Por exemplo, ao lançar um novo produto, é preciso definir uma meta e acompanhar as vendas. A meta deve ser SMART (Específica, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal). No plano de ações, um dos passos importantes é definir as métricas, registrá-las e medir os resultados.

Peça feedbacks: você deve ouvir a opinião dos seus clientes internos e externos sobre as ações implantadas. Pesquisas, conversas informais e pós-venda são algumas formas de conversar com os clientes. Ouça o que as pessoas têm a dizer para ajustar o que for preciso.

Tolere os erros: se você quer inovar no seu negócio vai precisar aprender com os erros. Analise o que deu errado na execução de uma ideia e, no próximo plano, tome ações corretivas. Você pode ter usado o canal de divulgação errado para comunicar uma campanha ou você pode ter falhado em comunicar à sua equipe. Aprenda com os erros.

E AGORA?

Após executar os 4 passos da inovação você verá se as ideias se tornaram inovações. Já que, para ser inovação, a ideia precisa gerar resultados. Toda inovação já foi uma ideia, mas nem toda ideia se torna uma inovação. O resultado é o que difere uma da outra. Como você viu, inovar é um processo, pois tem inputs, outputs e retroalimentação. Os resultados e análise dos erros são base para melhorá-lo. Após executar os passos acima, como todo processo, o ciclo da inovação recomeça.

Se tiver dificuldades de fazer sozinho, contate-nos que podemos te ajudar!

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Vamos levar a sério as coisas

Um dia ouvi de um português que a única coisa que o brasileiro leva realmente a sério é o carnaval e copa do mundo. Vindo de um estrangeiro, a frase foi encarada como provocação e fiquei pensando se somos mesmo resumidos a futebol e festa. Verdade que ninguém ganhou mais copas do mundo de futebol do que nós e realmente temos os melhores jogadores ao longo do desenvolvimento do esporte. Independente se você gosta ou não de carnaval é também notório de que somos conhecidos e reconhecidos em todo o mundo pela alta qualidade da nossa festa e pela diversidade das músicas e danças pelas várias regiões do Brasil. No carnaval podemos nos orgulhar da festa da Marques de Sapucaí no Rio de Janeiro ao sambódromo da capital paulista. Dos trios elétricos na Barra Ondina ao frevo em Olinda. Dos bloquinhos de carnaval ao longo de todo o Brasil, hoje em dia especialmente em Beagá. Nesta linha de pensamento temos até um ditado popular que diz que o ano só começa depois do carnaval.

Para aqueles que acreditam nisso, fica a dica: vamos começar o ano levando mesmo a sério as mudanças que precisamos fazer por aqui. Em tempos de polarizações como os de hoje, as discussões quase sempre chegam a rotulações e incompreensão. O que é razoável se formará a partir de discussões mais profundas e não podemos formar opinião apenas lendo manchetes. E não se trata aqui apenas da reforma da previdência, política, macroeconomia ou outro assunto da nação. Nas organizações as coisas se dão da mesma forma. Pouco se gasta na coleta e transformação de dados em informações. As empresas que conseguem passar deste estágio não gastam tempo suficiente analisando criticamente as informações até o ponto delas virarem conhecimento e vantagem competitiva. As manchetes estão para os noticiários assim como os relatórios ou dashboards estão para as companhias. Quando existem, dão notícias alarmantes ou “sem sentido”. Não se gasta tempo estudando para que se tire boas hipóteses e a partir daí criar um entendimento de quais premissas e parâmetros as decisões devem se pautar.

Tivemos no início deste ano algumas tragédias importantes que nos fazem pensar em como precisamos mesmo levar a sério as coisas. A tragédia de Brumadinho, onde ainda temos mais de cem pessoas desaparecidas, não pode ser apenas uma notícia triste onde de um lado a empresa entende que foi um acidente imprevisível e aleatório, e de outro as pessoas sem conhecimento de causa entendendo que a empresa tem que fechar as portas. Precisamos saber verdadeiramente o que aconteceu e os riscos que de fato ainda estamos envoltos. Com tamanha desinformação e ignorância o que presenciaremos é a possível falência de Minas Gerais, seja na mineração, seja no turismo, além de mais vidas perdidas.  

Na mesma linha tivemos a tragédia dos jovens do Flamengo que sensibilizou a todos pela abrupta interrupção de sonhos tão bonitos. Como estão os demais Centros de Treinamento no Brasil? Tivemos também nos últimos dias a perda do jornalista Ricardo Boechat que era um profissional corajoso e muito querido pelos brasileiros. Por que o helicóptero rodou tantas horas de forma irregular?

A lógica por trás dessas tragédias e de outras tantas que aconteceram e estão acontecendo é a mesma. Uma burocracia paralisante junto a um improviso definitivo. Precisamos levar a sério também os motivos e as causas-raiz de cada problema deste. Alguns dessas falhas são estruturais. Precisamos também levar a sério a justiça, as leis, os colaboradores das empresas, os empreendedores que desejam mudar as coisas para o bem, os jovens sonhadores, a dor de cada família.

Para os desavisados, o ano já começou faz tempo. Muita coisa foi feita e parece que muita coisa não foi feita também. Temos quase 20% do ano percorrido e esta matemática é cruel para quem espera. Que ajamos mais pela virada no rumo das coisas por aqui do que pela esperamos pela virada do novo (velho) ano.

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Como viabilizar a minha idéia de negócio

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Como viabilizar minha ideia de negócio?

É claro que um empreendimento de sucesso parte de boas ideias, mas ideias no papel não valem nada se não forem executadas. O grande desafio, então, consiste em converter ideias aparentemente boas em empresas de sucesso. Confira, então, algumas dicas para viabilizar o seu projeto!

• Esboce o modelo de negócio de uma empresa ou de uma nova ideia. Isso permite identificar os pontos fortes e os que devem ser melhorados e essas informações são fundamentais para a tomada de decisões.

• Determine o que e por que você pretende transformar essa ideia em empresa. Procure entender quem é o seu futuro cliente e se o que você quer fazer é uma necessidade dele.

• Faça uma análise de viabilidade, riscos e concorrência. Pela ótica do empreendedor, quanto menos concorrência, melhor para o desenvolvimento e rentabilidade do futuro negócio.

• Faça um bom planejamento e um forte plano de ação que determinem um cronograma de execução e os responsáveis para cada uma das atividades.

• Tenha cuidado com os projetos e implantações que se alongam demais: eles aumentam o risco e trazem insegurança. Desta forma, é importante que o plano de ação tenha início, meio e fim e que aconteça dentro do prazo planejado.

• A ideia de “plano perfeito” é um mito e muitas das grandes empresas mudaram seus planos ao longo do caminho.

• Estabeleça um sistema disciplinado para o desenvolvimento do projeto de implantação.

• Procure executar o seu planejamento rapidamente para começar a vender e criar caixa.

Na busca por recursos humanos

• Contrate pessoas ou associe-se aos profissionais certos para desenvolver o que for necessário para a empresa ter resultados.

• Busque colaboradores que se responsabilizem pelas suas tarefas e pelo sucesso conjunto da empresa.

• Uma boa forma de estimular a eficácia da execução de tarefas é criar um sistema de meritocracia e recompensa para quem faz.

Na busca por recursos financeiros

• Busque recursos financeiros adequados para o desenvolvimento da empresa e evite financiamentos de curto prazo com taxas altas.

• No início, opte por usar recursos próprios e linhas de financiamento de longo prazo.

• Forme parcerias e acordos, especialmente com fornecedores, potenciais clientes e prestadores de serviço.

O papel do líder

• Um líder não deve delegar a responsabilidade, mas sim as tarefas. Entretanto, ele deve estar profundamente envolvido no processo de execução.

• O líder precisa ligar a estratégia às pessoas, ao orçamento e às metas. Deixe claro para o time o que precisa ser feito, como deve ser feito e, mais do que cobrar, ajude-o a executar.

• Lembre-se de, sempre que possível e necessário, dar feedbacks justos.

Blitzscaling: passe rápido de fase

Idealizado por Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, o conceito de Blitzscaling explica a trajetória de negócios que conseguem acelerar seu crescimento e “passar de fase” rapidamente.

Para entender melhor esse modelo, precisamos conhecer as cinco fases de escala de uma empresa: Família, Tribo, Vila, Cidade e Nação.

Em cada estágio, o modo como você enxerga as áreas e funções, do capital à gestão de pessoas, muda significativamente. As características de cada um estão descritas a seguir:

Família

• Identificar uma oportunidade na qual você tenha uma vantagem competitiva;
• Criar os alicerces de um pequeno (grande) negócio;
• Construir um produto que responda a uma necessidade única em um mercado inexplorado (product/market fit).

Tribo

• Ajustar o product market fit com os aprendizados que tiver;
• Mover-se rápido para ganhar dos competidores;
• Aumentar o time, incluindo novas funções operacionais para que a equipe de produto consiga focar no desenvolvimento;
• Foco na execução;
• Preparar as bases para escalar e crescer.

Vila

• Comunicação interna e manutenção da cultura;
• Preparar as bases para escalar e crescer;
• Decidir o momento certo de escalar e criar um plano de crescimento;
• Lidar com os concorrentes. Nesse momento, tenha ao seu lado pessoas que compreendem o mercado global em uma perspectiva local.

Cidades

• Criar novos processos, sem burocratizar a empresa e reduzir a velocidade;
• Ganhar eficiência sem perder velocidade;
• Eficiência na administração dos recursos (pessoas, capital e infraestrutura) em larga escala, com a ajuda de dashboards e gestão à vista.

Nações

• Comunicação clara entre milhares de funcionários, mesmo com diferenças geográficas e culturais;
• Ganhar o mundo mantendo o ritmo de startup;
• Escalar a cultura para o novo tamanho do time;
• Manter mais do que uma linha de produto para expandir.

Por fim, blitzscaling são empresas que criam massivamente novos empregos e as indústrias do futuro.

Meu modelo de negócios é viável?

Vale a pena ter o próprio negócio em tempos de crise na economia? Para ter sucesso, o empreendedor precisa ter os pés no chão. Destacamos a seguir três formas que podem proporcionar maior assertividade na validação de seu modelo de negócio proposto. Mas lembre-se: todas elas partem de uma pesquisa de mercado bem sólida!

Estude se já existem concorrentes estabelecidos

Estudar concorrentes é um excelente indicador para a sua ideia. Atuar em um mercado aonde a concorrência já existe dá a certeza de que existe um problema e ser resolvido e soluções com viabilidade econômica.

Nestes casos, o empreendedor deve entender profundamente cada uma das nuances do mercado e dos negócios estabelecidos. É possível obter números consolidados, avaliar modelos existentes e propor uma solução inovadora. Porém, nem tudo são flores, concorrentes estabelecidos criam maior concorrência e dificuldade de atuação.

Pesquisas com grupos foco e testes de mercado

Em mercados totalmente novos, nos quais não existem empresas concorrentes, devemos trabalhar com modelos teóricos de validação, utilizando pesquisas com grupos focais e testes de mercado.

As pesquisas devem ser quantitativas e qualitativas. As quantitativas ajudam a ter uma visão geral da validação do modelo proposto; já as qualitativas vão permitir um maior entendimento do pensamento do seu público, permitindo ainda aprofundar e entender questões pontuais.

Já os testes de mercado devem reproduzir o seu modelo de negócio em um ambiente simulado, para verificar a efetiva adesão ao produto/serviço.

Associação a modelos de negócios validados

O processo de validação de um mercado totalmente novo ou com concorrentes estabelecidos é muitas vezes dispendioso, estressante e em grande parte dos casos, pode até mesmo não gerar validação. Mais do que isso, a incerteza sobre atuar em um mercado que efetivamente existe gera ansiedade e muitas vezes questionamento do empreendedor sobre suas capacidades e potencialidades.

Assim, a associação a modelos de negócios já estabelecidos se torna uma iniciativa muito interessante que desponta como opção para muitos empreendedores.

O tradicional modelo de franquias, por exemplo, vem sendo aprimorado e potencializado através de novos formatos. Nestes casos, o empreendedor tem a certeza de estar atuando em um mercado existente e com um modelo de negócio já validado.

No modelo associativo, o empreendedor paga uma taxa para usar em seu favor uma marca e processos comerciais já consolidados. Há transferência de know-how e, em muitos casos, acesso ao processo produtivo de maneira mais estruturada, garantindo um retorno muito mais rápido.

Enfim, é preciso analisar friamente as informações e organizá-las da forma mais correta possível.