Qual será a cara do varejo para o futuro?

No início, o varejo físico tinha apenas um canal de comunicação com o consumidor: a loja. Hoje com a grande variedade de comunicação as empresas precisam se adequar às mudanças do mercado, sem correr o risco de perder o foco.

Mais do que um simples produto, o consumidor quer receber uma oferta completa, uma experiência. Isso muda a relação de um consumidor com a marca e fideliza o cliente.

Atualmente a preocupação do varejo é levar o público final a interagir com suas marcas e produtos, disponibilizando canais, modelos, rotinas, programas e ações capazes de engajar o consumidor. Ao incorporar as novas tecnologias os varejistas conseguem customizar e segmentar quase todos os seus produtos.

Cada vez mais, os comerciantes desenvolvem todas as suas operações tendo o cliente como parte central. Do atendimento ao sistema de gestão, os varejistas também pensam de fora para dentro, pois precisam inovar para não deixar de existir nos próximos anos.

As companhias estão assumindo na prática seu papel na cadeia de transformação sustentável da sociedade e dos mercados, dando mais importância ao relacionamento de longo prazo com o consumidor do que o ganho imediato.

No futuro, o varejo tende a ser mais mobile e convergente. A ideia é buscar formas diferentes de expor seus produtos e construir sua marca. Para isso vale compor seu portfólio de ofertas juntando produtos de terceiros, afinal o mais importante é satisfazer o consumidor do que só vender produtos de marca própria.

Construindo o Futuro

O cenário operacional para os gestores de ativos vai mudar até 2020. Os agentes imobiliários podem se preparar para os novos desafios e transformá-los em vantagens competitivas.

Existem várias maneiras de atuar no setor de Real Estate. A mais conhecida delas é a venda ou locação de propriedades para indivíduos, empresas ou indústrias. Mas além de poder construir casas para alugar, você também pode desenvolver o edifício de hotel para vender.

Para organizar os segmentos do Mercado Imobiliário, podemos separar os investimentos em dois grandes grupos:

• Empreendimentos para imobiliários: você ganha vendendo algum imóvel ou propriedade que você construiu ou comprou mais barato.

• Empreendimentos para renda: você ganha com a exploração do uso do imóvel ou propriedade cobrando uma taxa ou, o mais comum, um aluguel.

Veja os submercados de atuação:

• Residencial: casas, apartamentos, lotes e terrenos em condomínios;

• Industrial e Logístico: galpões modulares, galpões refrigerados, salões, pátios e hangares;

• Varejo: lojas, shoppings centers, stripmalls e outlets;

• Hospitalidade: hotel, motel, pousadas, moradias estudantis e kitnets;

• Outros: hospitais, self storages, fazendas, centro de convenções.

No dia a dia, os profissionais da área atuam analisando oportunidades de investimentos e fazem projeções financeiras. Observando retorno de investimentos, fazendo estudo de riscos variáveis, estimando impactos nos negócios e assuntos relacionados ao mercado imobiliário.

Embora muitas das tendências já sejam evidentes, há uma tendência natural de subestimar o quanto o mundo imobiliário terá mudado até 2020.

Tendências do Varejo Online até 2021

Lidar com o consumidor final, em qualquer área, é sempre um desafio. Afinal, as pessoas e, portanto, a sociedade, mudam culturalmente com o passar dos anos e isso, evidentemente, influencia o comportamento de compra e as necessidades de consumo. Acompanhar e antecipar essas tendências, sempre oferecendo ao consumidor final o que ele realmente quer, é um dos grandes desafios do varejo.

Há menos de 20 anos era inimaginável, mesmo com a franca expansão do e-commerce, comprar um carro online. Ano passado a Renault lançou o Kwid que, por muito tempo, só poderia ser comprado pela internet. O varejo online já é uma realidade no Brasil desde o início deste século, mas, àquela época, fazer as compras do dia-a-dia pelo site do supermercado, talvez fosse algo impensável. Hoje é algo plenamente possível.

Observar essas tendências em médio e longo prazo e antecipá-las é um passo fundamental tanto para você, que já tem um e-commerce, sair à frente da concorrência, quanto para um investidor entrar e se consolidar neste mercado, cada vez mais competitivo e exigente.

Para entender essas tendências, a Forrester Research fez, a pedido do Google, um estudo sobre as tendências do varejo digital até 2021. Os resultados foram animadores para quem está na área ou deseja investir nela:

Um mercado cheio de oportunidades

Segundo a pesquisa, até 2021, as vendas de varejo online vão dobrar, em um crescimento médio anual de 12,4%. Ainda segundo a pesquisa, o impacto do varejo online em relação a todas as vendas deve aumentar 70% no período e passar a representar nada mais nada menos do que 42% de todas as vendas varejistas no mundo. O número é realmente espantoso, já que isso representa R$ 365 bilhões anuais e isso desconsiderando-se o mercado de alimentos e bebidas.

Melhores Setores

Os setores mais promissores, de acordo com a pesquisa, são:

• Artigos esportivos (deve crescer 17%)

• Livros (deve crescer 17%)

• Roupas (deve crescer 15%)

• Beleza (deve crescer 15%)

Novos consumidores

Apesar de o varejo online estar consolidado, muita gente ainda não se rendeu a esta tendência. No entanto, a expectativa é que 67,4 milhões de pessoas se tornem consumidores habituais do varejo online até 2021. Esse número representa 44% dos internautas e significa que mais de 27 milhões de internautas devem fazer sua primeira compra online no período.

Multiplataforma

O advento do smartphone e do tablet causou um grande impacto também no varejo online. Segundo a pesquisa, 30% dos internautas só acessam a rede pelas plataformas móveis. Para se ter uma ideia, até 2016, essas plataformas representavam 19% das vendas de varejo online. A previsão é que em 2021 essas vendas representem 41%, alcançado a impressionante cifra de R$ 35 bilhões.

Além disso, o estudo comprovou que a experiência multicanal é, sobretudo no Brasil, fator determinante para a compra. Ou seja, a interação entre site, aplicativo e espaço físico é decisivo na compra. Em verdade, a pesquisa mostrou que, no Brasil, os clientes que interagem com todos os canais gastam 40% mais àqueles restritos apenas à uma das plataformas.

Entenda o crescimento

A pesquisa se aprofundou também na motivação por trás desse aumento do interesse do público pelo e-commerce. Os resultados mostraram que o principal fator é o aumento da confiança do consumidor em relação ao varejo online. Isto é, segurança de dados, confiança na entrega do produto e nas informações prestadas pelo vendedor. Além disso, um número maior de consumidores ativos tem acesso à internet. Por fim, outro fator apontado como preponderante, é o aumento das Marketplace, ou seja, de lojas que contemplam diversos vendedores de diversos tipos, como Mercado Livre, E-bay ou Aliexpress.

Os números do e-commerce do Brasil

• Crescimento em 2017: 12%
• Faturamento em 2017: R$ 59,9 bilhões
• Ticket médio: R$ 194,00

Ticket Médio por setor

• Acessórios automotivos: R$ 418,20
• Calçados e acessórios: R$ 255,80
• Ferramentas: R$ 151,40
• Materiais artísticos: R$ 108,70
• Pet Shop: R$ 169,30
• Alimentos e bebidas: R$ 148,10
• Cama: R$ 411,00
• Games: R$ 128,90
• Materiais para construção: R$ 165,20
• Saúde e bem-estar: R$ 162,70
• Bebês e crianças: R$ 247,60
• Casa: R$ 257,20
• Livraria: R$ 100,30
• Moda e acessórios: R$ 248,20
• Sex shop: R$ 80,70
• Beleza: R$ 211,90
• Eletroeletrônicos: R$ 558,20
• Magazine: R$ 83,90
• Moda íntima: R$ 162,40
• Tabacaria: R$ 188,00
• Brinquedos: R$ 168,30
• Farmácia: R$ 82,50
• Material escolar: R$ 123,70
• Óticas e acessórios: R$ 454,40

Número de pacotes enviados em 2017: 203 milhões

Fontes: PEGN, Comschool